Do hip-hop à alfaiataria, Papo de Tênis discute como o streetwear reinventa seus clássicos

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O que faz um tênis atravessar gerações e continuar aberto a novas interpretações? A pergunta ajuda a entender a edição do Papo de Tênis que a Vans recebeu no dia 4 de novembro, em Pinheiros, São Paulo. Idealizado por Victor Santo, o projeto nasceu para discutir a influência do hip-hop na cultura sneaker e a relação das marcas com a cena. Desta vez, o encontro voltou o olhar para o design e para as maneiras de revisitar um clássico.
Com mediação do comunicador e fotógrafo Roger Cipó, a conversa reuniu Jubba Sam, fundador da DOD Alfaiataria, Clara Watanabe, fundadora da WTNB, e Tauana Sofia, fotógrafa, diretora de cinema e criadora de conteúdo sobre tênis e moda. A composição da mesa aproximou a alfaiataria e a moda autoral de quem registra e acompanha a cultura sneaker pelas imagens.
Clássico e redesenhado
A desconstrução, um dos temas do encontro, coloca uma questão concreta para o design. Ao rever a forma, a construção ou a função de um tênis, o que precisa permanecer para que ele continue reconhecível? Na moda de rua, essa reinvenção também passa pelo modo de vestir. Um mesmo par ganha leituras diferentes quando combinado com alfaiataria ou incorporado a um visual de referências esportivas.
Para a Vans, o Trail 36 foi a referência de produto nessa discussão. Tatiana Rovella, gerente de marketing da marca no Brasil, citou o modelo como exemplo de como a empresa procura acompanhar as mudanças na moda e no design funcional ao revisitar seu repertório.
“A Vans sempre foi impulsionada pela cultura e pelas vozes que ressignificam as ruas diariamente”, afirmou Rovella.
A escolha de reunir profissionais de áreas distintas trouxe ao debate uma questão que vai além do desenho do calçado. Se a marca decide como um modelo chega às lojas, quem o veste também ajuda a definir o lugar que ele ocupa na moda.

